Presidente do Social põe fim a farra das “cortesias de ingressos”

O presidente do Social, Chico Simões, concedeu uma entrevista ao Vale do Aço Esportes e falou sobre a necessidade do clube gerar receita com ingressos nos jogos do Saci pelo Módulo II do Campeonato Mineiro. A principal ação informada pelo presidente, para que isso ocorra como planejado, será o fim da “portaria paralela”, por onde alguns torcedores adentram ao estádio sem pagar ingresso.

O motivo desta ação, segundo o presidente, é para deixar o Social mais organizado, respeitar o torcedor que paga seu ingresso e também gerar receitas para os cofres do clube, de modo que o time termine a competição sem dívidas. “Nós precisamos do apoio da torcida. É importante que ela venha ao estádio e apoie o time, mas também precisamos que ela compre seu ingresso, para ajudar o Social. Não está fácil, pois fazer futebol é caro. Estamos em meio a uma crise, que embora muitos estejam nos ajudando, mas fazer futebol é caro. E com a crise de hoje, pessoas que talvez queiram nos ajudar mais do que estão ajudando, não estão tendo essa condição. Então, nós precisamos que o torcedor venha torcer e pagar o seu ingresso, para que com isso possamos ter uma certa tranquilidade financeira e continuar zelando pelo nome do Social, que sempre pagou em dia. Para chegarmos no final do campeonato e podermos falar: ‘O Saci está no lugar que sempre deveria estar, que é a primeira divisão do Campeonato Mineiro'”, disse Chico Simões.

Sobre o fim da portaria paralela, Chico disse que é uma questão de bom senso e de colocar a casa em ordem. E afirma, que o torcedor que quiser vir ao estádio terá que comprar seu bilhete. “Este ano não vai ter queima de ingressos não. Pelo contrário. Eles vão até me xingar. Não vai ter essa portaria paralela, que sempre teve aqui atrás para ninguém pagar. É um desrespeito com quem está pagando seu ingresso. Então, essa portaria será igual a Federação Mineira exigiu, entrarão apenas profissionais da imprensa, bombeiros, polícia militar e pessoas que estão trabalhando devidamente credenciadas. Aquele portão, vira uma portaria paralela e acaba competindo conosco. Não é correto com o Social, que deixa de ter renda e também é um desrespeito com quem está pagando. Peço ao torcedor que não fique com raiva de mim, mas nós temos que organizar as coisas, pois precisamos disso e precisamos respeitar uns aos outros”, explicou.

Com relação aos preços dos ingressos, o presidente informou que serão a um preço acessível, para que o torcedor possa contribuir com a receita do clube. “O Social necessita desta renda. E a melhor maneira do torcedor ajudar é pagando seu ingresso. Nós não vamos colocar um ingresso caro. Vamos colocar a um preço normal, que as pessoas possam pagar. Para que venham assistir um bom espetáculo e contribuam para que o Social tenha seu recurso para tocar o campeonato”, destacou o presidente.

O Social estreia no Módulo II, dia 19 de fevereiro, às 11h, contra o Tupynambás, em Juiz de Fora. Diante de sua torcida, no Louis Ensch, o Saci estreará dia 22 de fevereiro, às 19h, contra o Betinense.

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